2018-01-13


[...] à laia de manifesto alternativo ao das 100: queridos homens, nós, feministas, que não vos odiamos, que gostamos de sexo, estamos com a liberdade e queremos estar convosco. Resta saber onde vocês estão.

Aqui está um repto que eu assino por baixo, embora ressalve o seguinte: Isto não é uma questão de feminismo ou feminismos - porque há vários - e muito menos de vitimização. Até porque ela está presente, de modos diferentes, é certo, em elementos de ambos os sexos.
Há uma nova consciência social de que uma mulher não pode estar sujeita a tudo e vivê-lo em silêncio. Isso não é confundir assédio com sedução. Não vale a pena querer nivelar tudo.

porque hoje é sábado


#Foto de Maciej Dokowicz

2018-01-12


Há qualquer coisa de profundamente doentio, mesmo perverso, em caluniar, num lamento que se julga a si próprio elevado, a linguagem como incapaz de ser o que é, linguagem. Mas, em rigor, o lamento tem origem numa pretensão que lança um voto sobre a linguagem incapaz de reconhecer e de experimentar o que ela é, não uma coisa, não uma pedra nem árvore nem estrela nem homem nem mulher, mas desejo de dizer.
Por isso, mistério é que haja o dizer, não o indizível. O indizível aponta para uma tensão que o dizível transporta, não é um estranho à palavra, pelo contrário, a palavra concentra e guarda, às vezes petrifica de tão glorificado, um movimento, uma promessa, uma inquietação, inerentes a ela mesma e a que só ela pode acudir, que só ela pode engendrar.


Maria Filomena Molder,
Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais
Relógio D'Água


A Penumbra da Claridade (para escutar, apenas)

2018-01-10

Elas quiseram mesmo dizer, importunar?

Que as mulheres têm de ser mais autónomas, completamente de acordo, mas importunadas e coagidas, tenham lá juizinho!

Adenda:

Leiam, por favor, este post no Ouriquense.

Adenda 2:

Mais um texto de opinião clarificador. E não, condenar o assédio não é nenhuma campanha contra os homens. Nem põe todas as mulheres em qualquer peanha. Não vele a pena mistificar para não dialogar e mudar comportamentos.

im·por·tu·nar - Conjugar

verbo transitivo

1. Incomodar, enfadar, ser molesto a.

2. Causar transtorno a.

3. Perseguir insistentemente ou com obsessão. = MOLESTAR

"importunar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/importunar [consultado em 10-01-2018].